O banco central da China declarou nesta sexta-feira (24),  que todas as transações relacionadas à criptomoeda são ilegais no país e devem ser proibidas, citando preocupações em torno da segurança nacional e “segurança dos bens das pessoas”. A nação mais populosa do mundo também disse que as bolsas estrangeiras estão proibidas de fornecer serviços aos usuários no país.

Em um comunicado conjunto, dez agências governamentais chinesas prometeram trabalhar em conjunto para manter uma repressão de “alta pressão” sobre o comércio de criptomoedas no país. O Banco Popular da China ordenou separadamente que empresas financeiras, de internet e de pagamento facilitassem a negociação de criptomoedas em suas plataformas.

O banco central disse que criptomoedas, incluindo Bitcoin e Tether, não podem circular no mercado porque não são moeda fiduciária. O aumento no uso de criptomoedas perturbou a “ordem econômica e financeira” e gerou uma proliferação de “lavagem de dinheiro, arrecadação ilegal de fundos, fraude, esquemas de pirâmide e outras atividades ilegais e criminosas”, disse.

Os infratores, alertou o banco central, serão “investigados por responsabilidade criminal de acordo com a lei”.

O governo chinês “reprimirá resolutamente a especulação com moeda virtual e atividades financeiras relacionadas e mau comportamento, a fim de salvaguardar as propriedades das pessoas e manter a ordem econômica, financeira e social”, disse o Banco Popular da China em um comunicado.

O movimento já começou a causar pânico entre alguns comerciantes de criptografia, derrubando o preço do bitcoin e de várias outras moedas. O Bitcoin caiu 5,5% no momento da publicação.

A China, lar de alguns dos maiores serviços de mineração de criptografia do mundo, também está perseguindo essas empresas. A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma disse que estava lançando uma limpeza nacional da mineração de criptomoedas – uma tarefa que ela disse ser “imperativa”. As informações são da Gazeta Brasil.

Fonte: Terra Brasil Notícias

By Felipe Silva

Economista Pós Graduado em Controladoria e Finanças e Auditoria Contábil e Perícia. Jornalista regulamentado pela Portaria n°89 de 22 de Janeiro de 2016. Empresário e Consultor Financeiro.

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